Museu e Igreja de São Roque
Certamente, ao passar em frente a esta Igreja com sua fachada totalmente branca, faria você pensar sobre o seu rico e valioso interior.
A capela dedicada a São Roque teve sua construção iniciada em 1506, em um espaço que naquele tempo era fora da muralha que rodeava a cidade, ao lado do cemitério onde eram enterrados os pacientes que morreram de peste (São Roque é considerado como padroeira dos pacientes).
Estava inicialmente nas mãos da Irmandade de São Roque, e depois, a partir de 1553, foi entregue aos jesuítas. A antiga capela foi gradualmente ampliada e embelezada e mesmo os jesuítas tendo dedicado o altar principal aos santos de sua devoção, como São Francisco Javier, São Francisco de Borja, Luis Gonzaga e Santo Inácio de Loyola, a igreja manteve seu nome original. Quando os jesuítas foram expulsos de Portugal, a igreja e as suas dependências foram dadas à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
Como é o interior? Impressionante. A capela maior ao fundo e oito pequenas capelas, quatro de cada lado, cobertas de dourado, esculturas em madeira, mármore e azulejos formam um conjunto impactante. O teto é suportado por vigas de madeira da Prússia, é o único exemplo remanescente em Lisboa dos impressionantes tetos pintados no período maneirista.
Ao lado da igreja de São Roque há em suas dependências um museu com o mesmo nome, cuja a primeira mostra ocorreu em 1905. Conserva também valiosas coleções de pinturas, esculturas, jóias, luminárias, relicários e frentes de altares, do século XVI ao XIX. Mantém também entre seus objetos mais proeminentes objetos do Tesouro da Capela de São João Batista, que foram feitas em Roma, junto com a capela. O bonde pode subir até esta parte do Bairro Alto, é um caminho muito curto e muito inclinado.


